Polícia prende trio suspeito de participar de chacina em distribuidora de bebidas de Altamira, no PA | Pará


A Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, prendeu, nesta quinta-feira (23), três suspeitos de envolvimento na chacina que deixou quatro pessoas mortas em uma distribuidora de bebidas no município de Altamira, sudoeste do Pará, no último dia 14 de maio. Além das prisões, também foram apreendidas duas armas de fogo e uma motocicleta.

Thiago da Silva de Souza, conhecido como “Fantasma”, Fernando Romão e mais uma pessoa, cuja identidade não foi divulgada, tiveram prisão decretada pelo Poder Judiciário. O anúncio das prisões foi feito pelo governador Helder Barbalho, nas redes sociais.

Vídeo mostra chacina que deixou, ao menos, 4 mortos em Altamira

A chacina foi registrada por câmeras de segurança. Nas imagens, as vítimas estão sentadas no estabelecimento, quando atiradores chegam e disparam à queima roupa atingido oito vítimas (veja no vídeo acima- IMAGENS FORTES).

Três vitimas morreram no local, uma no hospital e outras quatro foram levadas para unidades de saúde. Um outro crime havia ocorrido horas antes deixando uma pessoa morta.

Segundo a Polícia local, o tipo de armamento utilizado nos crimes é parecido entre os casos, que ainda têm a relação investigada pelas autoridades de segurança.

Conflitos entre facções

A chacina integra uma onda de violência registrada em Altamira no mês de maio, quando 12 assassinatos ocorreram em menos de 2 semanas. À época, o governador Helder Barbalho declarou que as mortes poderiam estar ligadas a conflito entre facções criminosas na cidade, e montou uma força tarefa para investigar os casos.

Para o pesquisador Aiala Colares, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cidade de Altamira está em uma zona de conflito por conta do crescimento urbano espontâneo e da falta de políticas públicas.

“Isso favoreceu o surgimento e fortalecimento de facções criminosas, pois a cidade destaca-se enquanto uma importante rota do tráfico de cocaína que entra pelo Amazonas”, explica.

Aiala Colares explica que a zona de conflitos presente em Altamira é uma “das heranças perversas da construção de Belo Monte”.

“O Pará é um estado que ainda sofre com a violência por conta de questões fundiárias. Os últimos dados sobre mortes violentas destacam uma interiorização da violência”, afirma.

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