Estudante ejacula em materiais de colega de laboratório na UFPA; vítima relata dificuldade para registrar B.O. | Pará


Um estudante de graduação na Universidade Federal do Pará (UFPA) é suspeito de ejacular em materiais de uma estudante de doutorado no Laboratório de Pesquisa em Monitoramento Ambiental Marinho (Lapmar), no campus de Belém.

A situação teria ocorrido na noite de quarta-feira (3) e percebida pela vítima na quinta-feira (4). O caso foi denunciado por duas mulheres e está sendo apurado internamente pela instituição.

Já na delegacia de Polícia Civil, relatos das vítimas apontam que as autoridades teriam se recusado a registrar o caso como crime.

Segundo as estudantes, o escrivão e o delegado na unidade da Terra Firme chegaram a rir quando tentaram dar entrada no boletim de ocorrência, que acabou sendo registrado como ato libidinoso. O g1 solicitou nota da Polícia Civil, mas ainda não obteve resposta.

Testemunhas que também frequentam o Lapmar afirmaram ao g1 que a estudante atua em um prédio com acesso restrito, em uma sala onde o suspeito passa todos os dias até a sala menor onde ele realiza pesquisas. Ao chegar na quinta-feira (4) ao laboratório, a vítima encontrou a bolsa e materiais de trabalho com indícios de ejaculação.

Não seria a primeira vez que ela e outra estudante do laboratório seriam alvo de importunação no ambiente de pesquisa.

Há pelo menos dois meses, elas encontram bilhetes com desenhos obscenos que teriam sido feitos pelo estudante do curso de oceanografia, que ainda não teve a identidade revelada.

Após a estudante encontrar os materiais sujos, houve suspeita inicial de que o local teria sido invadido. Mas, como o acesso ao laboratório é restrito e a entrada é feita com biometria, a identificação do autor poderá ser facilitada.

A UFPA informou, em nota, que um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto para apurar os fatos e que, assim, poderá ser aplicada a penalidade de advertência, repreensão, suspensão ou exclusão ao aluno.

Ainda de acordo com a instituição, “qualquer forma ou manifestação de violência na comunidade acadêmica é repudiada e as pessoas atingidas estão recebendo assistência pela universidade”.

A diretora da faculdade de Oceanografia, Sury Monteiro, disse que assim que a instituição soube do caso foi feito contato com a ouvidoria da universidade, que abriu procedimento administrativo.

“Foi feito também o acolhimento psicossocial instituição à vítima, e os fatos serão apurados por uma comissão criada. Assim como a universidade, nós da Faculdade de Oceanografia também repudiamos esse tipo de atitude”, afirma a diretora.

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