Diante do aumento de 76% em casos de feminicídio, Pará tem redução de políticas públicas de proteção à mulher | Pará


Apenas 27 dos 144 municípios do Pará têm serviços específicos de atendimento à mulher. O levantamento, concluído ano passado pelo IBGE, mostra que esse número é menor que há cinco anos, o que demonstra uma redução de políticas públicas justamente quando há um aumento de casos de violência contra as mulheres.

Dados do Monitor da Violência o Pará como o oitavo estado do Brasil mais violento para as mulheres e onde os casos de feminicídio aumentaram 76% nos últimos dois anos, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Pará.

Segundo o IGBE, em 2018, 18,7% das cidades do estado possuíam organismo executivo de políticas para mulheres. Em 2013, o percentual era de 25%. Os reflexos dessa redução ao longo de cinco anos podem ser vistos ainda na ausência de serviços como o acolhimento institucional de mulheres vítimas de violência. No estado, diz o IBGE, não há nenhum tipo de espaço especializado. Além disso, apenas 16 municípios paraenses (11%) possuem serviços de atendimento à violência sexual e apenas 17 (12%) as delegacias especializadas.

Procurado pela reportagem, o Governo do Pará não se manifestou a respeito dos dados do IBGE nem sobre quais os atuais mecanismos de assistência à mulher.

Já a Prefeitura de Belém informou, via nota, que possui um espaço de acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica, onde elas recebem assistência psicológica, social e pedagógica, além de serem encaminhadas à delegacia especializada e a cursos de qualificação.

A prefeitura afirma ainda que dispõe de uma política de saúde da mulher implantada em todas as unidades básicas de Belém.



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