Corpo de ex-PM ligado a Flávio Bolsonaro é sepultado após nova perícia – Diário Online



O corpo do
ex-capitão Adriano da Nóbrega, ligado ao senador Flávio Bolsonaro (sem
partido-RJ), foi sepultado nesta sexta-feira (21), um dia após ser submetido a
nova perícia no IML (Instituto Médico Legal) do Rio de Janeiro.

O
sepultamento ocorreu 12 dias após a morte do ex-PM em Esplanada (BA), durante
uma operação policial. Foragido desde janeiro de 2019, ele era acusado de
chefiar uma milícia no Rio.

Médicos
legistas da família do ex-PM, da Polícia Civil do Rio de Janeiro e dos
Ministérios Públicos fluminense e baiano participaram da nova análise no corpo
de Adriano. Foram cerca de quatro horas e meia de trabalho.

Segundo a
Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o miliciano foi morto após resistir à
prisão. A família, contudo, suspeita de uma “queima de arquivo”, tese
reforçada pelo presidente Jair Bolsonaro e sua família.

A nova
perícia foi solicitada após a revista Veja mostrar imagens do corpo do
ex-capitão e indicar indícios de que ele foi morto com tiros disparados a curta
distância.

O médico
legista Talvane de Moraes, que foi a convite de um perito contratado pelos
parentes do ex-PM, afirmou que não viu, inicialmente, marcas de tortura. Ele
disse, contudo, que não participou de toda a análise e que um resultado final
depende de exames laboratoriais complementares.

Adriano foi
citado na investigação sobre “rachadinha” no antigo gabinete do então
deputado estadual, hoje senador, na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de
Janeiro).

O ex-PM teve
parentes nomeados por Flávio, de quem também recebeu homenagens oficiais mesmo
quando estava preso sob acusação de homicídio de um guardador de carros. O
ex-capitão também foi defendido pelo presidente Jair Bolsonaro em discurso na
Câmara em 2005, quando chegou a ser condenado no processo. Ele foi absolvido
dois anos depois.

Ele foi
expulso da PM em 2014, apontando como segurança de um bicheiro. Investigações
apontam que o ex-policial militar também atuava homicídios profissionais e na
exploração de máquina de caça-níqueis. Estava foragido por outra acusação:
chefiar a milícia de Rio das Pedras, a mais antiga da capital.





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