Brasil registra 1.322 mortes pela Covid-19 e mais de 97 mil óbitos – Diário Online



O Brasil registrou 1.322 novas mortes pela Covid-19 e 54.685 casos da doença, nesta quarta (5). Com isso, o país já tem 97.418 óbitos e 2.862.761 infecções pelo Sars-CoV-2.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

Além dos dados diários do consórcio, o jornal Folha de S.Paulo também divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 1.033, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados. O Brasil tem uma taxa de cerca de 46,5 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 48,3 e 69,7 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O México, que recentemente ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 38,7 mortes para cada 100 mil habitantes. Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 9 mortes por 100 mil habitantes.

O Ministério da Saúde afirmou nesta quarta-feira (50 que o país registrou nas últimas 24 horas 57.152 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus e 1.437 mortes confirmadas em decorrência da Covid-19. Desde o início da pandemia, o total de óbitos chega a 97.256 e de contaminados a 2.859.073.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.





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