Barreira de proteção é instalada ao redor de navio encalhado no MA – Diário Online



Uma barreira
de proteção com mais de mil metros foi colocada ao redor do navio Stellar
Banner, que está encalhado a cerca de 100 quilômetros (km) da costa do
Maranhão, informou hoje (29) o coordenador de atendimento a emergências ecológicas
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
(Ibama), Marcelo Amorim. 

O navio, que
saiu do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira, em São Luís, e iria para a
China, encalhou com cerca de 275 mil toneladas de minério de ferro, além de
quatro milhões de litros de combustível e óleo. 

De acordo
com Amorim, a medida faz parte de uma série de ações para evitar um desastre
ambiental caso haja vazamento de óleo. Ontem (28), o Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) disse ter identificado
durante um voo de inspeção uma mancha de óleo a 830 metros ao redor da
embarcação. 

“Todas
as ações preventivas estão sendo planejadas e os recursos disponibilizados para
que, se ocorrer um vazamento, as empresas possam dar a melhor resposta o mais
rápido possível”, disse Amorim Durante coletiva para tratar das ações tomadas
para evitar um vazamento de material. 

O
representante do Ibama disse que os 333 litros de óleo avistados são residuais
e que uma vistoria constatou que os tanques da embarcação estão intactos, a
casa de máquinas do navio está seca e os motores de geração de energia estão em
funcionamento. Um novo voo para detectar possível novo vazamento será realizado
na tarde deste sábado. 

“O que foi
detectado foram pouco mais de 300 litros do que chamamos de resíduos oleosos,
esse material foi carregado quer seja pela chuva, quer pela água do mar e se
encontra na superfície da água. É uma camada muito fina”, disse. “A melhor
prática no mundo para esta situação se chama dispersão mecânica, que é quando
se utiliza a própria embarcação para que o óleo se quebre em partes menores e
seja mais fácil de ser naturalmente absorvido por bactérias que se alimentam do
petróleo no mar”, acrescentou. 

Durante a
coletiva, o comandante do 4º Distrito Naval, vice-Almirante Nilton de Almeida
Costa Neto disse que está em elaboração um plano para reflutuar o navio. A
medida envolve, entre outras ações a retirada do óleo combustível que está nos
porões da embarcação e parte do minério. Ainda não há uma data para a
realização da operação, que está sendo construída em conjunto com a marinha, o
Ibama a empresa Polaris, proprietária da embarcação e a Vale, que abasteceu o
navio com o minério. 

“A primeira
carga que provavelmente vai sair é a de óleo para evitar qualquer tipo de
contaminação e a parte do minério vai ser retirada conforme a necessidade para
que o navio possa reflutuar, as vezes não há necessidade de se retirar todo o
minério”, disse o comandante. 

Duas
embarcações da Marinha foram deslocadas para o local do incidente e ajudarão no
levantamento de informações, entre elas sobre a densidade do banco de areia
onde o Stellar está encalhado. Costa neto disse que outras quatro embarcações
especializadas no atendimento a derramamento de óleo em plataformas de
petróleo, chamadas de Oil Spill Recovery Vessel (OSRV), foram direcionadas para
o local onde o navio está encalhado. 

Elas também
darão apoio de forma preventiva ao incidente. “Não vamos esperar que haja algum
problema para que a gente coloque alguma situação, porque é muito longe e não
teríamos como deslocar para lá e instalar barreira depois de ter começado um
vazamento, tem correntes fortes”, disse o comandante. “Temos que tomar uma
série de medidas para qualquer tipo de eventualidade”, acrescentou. 

Um inquérito
administrativo foi aberto para apurar as causas do acidente. A expectativa é
que a análise das informações demore cerca de 90 dias. “Nenhum acidente desta
monta se estipula uma causa de imediato. O inquérito vai levantar todos os
dados técnicos e as oitivas com todos os envolvidos que tiveram algum tipo de
participação no incidente”, disse.





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