Aíla celebra o pop da Amazônia em novo disco ‘Sentimental’ | Pará


A música pop da Amazônia pulsa em “Sentimental”, terceiro disco de estúdio da cantora e compositora paraense Aíla, e chega nesta quinta-feira (30), nas plataformas digitais. Nascida no bairro da Terra Firme, em Belém, a artista traz a música periférica do Norte num álbum que é uma avalanche rítmica – com brega, calypso, brega funk, pisadinha, pagodão – fincada na cultura brasileira.

“Neste novo disco, eu quis falar de amor, o tema mais popular de todos os tempos. O amor romântico, o amor doído, o amor debochado. A desilusão, o flerte, as mil facetas que envolvem a emoção e os encontros da nossa existência. Somos complexos e contraditórios, e isso é lindo”, afirma a cantora.

O disco tem direção artística e musical da própria Aíla e um time de produtores de destaque, como Baka, Iuri Rio Branco, Gabriel Souto e Félix Robatto, “Sentimental” tem participações de Rincon Sapiência (SP), Luísa Nascim (RN) e Keila (PA).

“Foi um ano denso e muito maluco pra mim e acho que pra todo mundo. Em paralelo a tudo isso, imergi profundamente na vontade de me conectar ainda mais com as pessoas, ir lá no fundo mesmo, entender o que o povo gosta de ouvir, o que as pessoas curtem acordar dançando e ir dormir chorando. Onde eu nasci, na periferia de Belém, a gente ouve carro-som no mais alto volume, fim de semana é o som torando com muito brega, lambada, e as festas de aparelhagem rolando soltas com o tecnobrega mais acelerado do que nunca. ‘Sentimental’ tem muito dessa música periférica, que nasce nas bordas do país, e também dos sons que ditam a música pop. O resultado é um disco dançante, vibrante, bem amazônico, bem brasileiro”, revela.

Aíla quer seu novo álbum na boca do povo. Por isso fez esse disco com a cara do Brasil. “Eu quero mostrar, cada vez mais, que o som da Amazônia é pop também, e pode tá no topo da música brasileira”, diz a artista. ‘Sentimental é popular, traz emoções à flor da pele, e é exatamente aí que a gente se conecta”, acredita. “Quero que as canções grudem na cabeça das pessoas e que todo mundo possa cantar junto comigo”, deseja.

A identidade visual é assinada pelos artistas paraenses Roberta Carvalho e Lucas Mariano, a direção criativa do ensaio fotográfico é feita por Vitor Nunes, com foto de JR Franch, ambos da Região Norte também. Nela, a cantora aparece flechada num look rosa cintilante, digno de uma musa pop. Aíla acredita que a criação da imagem de um álbum merece tanta dedicação quanto à produção musical, por isso uniu uma equipe potente e majoritariamente amazônida, juntos fizeram a leitura perfeita para o conceito visual do novo trabalho. “Assim como a gravação de uma música, uma imagem envolve também muitas camadas. Sempre fui muito ávida em ter parceiros que me ajudassem a reverberar através da imagem o que eu queria dizer com o meu som”, afirma.



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