A menos de um mês para fim do aterro de Marituba, destino do lixo continua incerto na região metropolitana de Belém | Pará


Faltam 28 dias para o encerramento do aterro de Marituba marcado para o dia 31 de maio. No entanto, a destinação do lixo da ainda não foi solucionada pelas prefeituras da região metropolitana de Belém.

O aterro recebe resíduos sólidos de Belém, Ananindeua e Marituba, que juntos recolhem cerca de 40 mil toneladas por dia.

A atual prefeitura de Belém informou que teve pouco tempo para encontrar uma alternativa que colocasse um ponto final na ‘crise do lixo’. A saída emergencial, segundo a secretária de Saneamento, Ivanise Gasparim, é reativar uma parte do antigo lixão do Aurá, mas a proposta ainda deve ser discutida na Justiça.

O aterro de Marituba está em funcionamento desde 2015 e é operado pela Guamá Tratamento de Resíduos. Na época, o lixão do Aurá foi desativado, em Ananindeua, por causa da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que exige o fim dos lixões em todo o país.

No entanto, a empresa Guamá é alvo de protestos desde que abriu as portas. Moradores de Marituba sempre reclamaram do mau cheiro que invade ruas e casas da cidade.

Aterro Sanitário de Marituba, Grande Belém, Lixão Marituba, lixo Belém — Foto: Agência Pará

Em 2018, a empresa teve que decidir encerrar as atividades. Alegou que a capacidade para receber os resíduos tinha se esgotado e que não havia acordo para para aumentar o valor cobrado por cada tonelada de lixo recolhida. Mas a Justiça determinou a retomada das atividades, até que uma solução fosse encontrada.

A empresa também foi obrigada a cumprir uma série de exigências para minimizar os impactos das atividades na rotina da comunidade, como cobrir o lixo com lona de PVC e as lagoas que acumulam chorume – líquido que sai do lixo.

Na última semana, o Ministério Público do Pará entrou com uma ação na Justiça que investiga a queima supostamente irregular de chorume produzido no aterro em Capanema, distante 141,8 km de Marituba.

Sobre o encerramento, a Guamá Tratamento de Resíduos informou que uma nova reunião está marcada na Justiça para definir o assunto e também disse que vai apresentar o plano de encerramento do aterro.

Segundo a empresa, o documento inclui um trabalho de recuperação ambiental da área e inclui serviços de tratamento de chorume estocado e de gases durante 20 anos.

A prefeitura de Marituba disse que estuda algumas alternativas que tratam o lixo de maneira sustentável e que, em breve, vai anunciar a solução adequada para o lixo produzido na cidade. Segundo a gestão municipal, apenas 5% dos resíduos de Marituba são depositados no aterro.

A prefeitura de Ananindeua disse que continua buscando uma solução para o destino final dos resíduos sólidos.



Fonte da notícia

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*