19 das 42 obras do Minha Casa, Minha Vida estão paradas no Pará, diz sindicato | Pará

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Dezenove dos 42 obras do Programa Minha Casa Minha Vida estão paradas no Pará. O atraso deixa cerca de 23 mil famílias à espera da casa própria no estado, de acordo com o Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon).

A artesão Socorro Mendes trabalha com crochê e diarista para manter as despesas em dia. Segundo ela, o aluguel sai por R$450, mas está inscrita no programa desde 2013, aguardando a entrega da unidade habitacional. “Seis anos de espera”, ela disse.

O local onde Socorro deveria estar morando fica no distrito de Outeiro, em Belém, e está abandonado. As obras começaram em 2014. Os materiais estão se perdendo. “É uma mistura de indignação, é um sonho parado, infelizmente”, comentou a artesã.

Segundo o presidente do Sinduscon, Alex Carvalho, o dinheiro liberado pelo governo federal não cobre os custos dos serviços. “Nós entendemos a gravidade dos problemas das contas públicas, mas também que deve se ter a responsabilidade de cumprir contratos. O que se quer é uma solução rápida e que seja em prol das pessoas que estão esperando pelas unidades”, afirmou.

O ritmo das 23 obras em andamento também desacelerou. O residencial Viver Maracacuera, em Icoaraci deve conter 960 unidades habitacionais, que começaram a ser construídas em 2018. O engenheiro de planejamento do empreendimento, Marcos do Carmo, disse que o número de operários na obra deveria ser maior. “Nós estamos hoje com 97 funcionários, algo em torno de 300 homens trabalhando na obra”, informou. A previsão de conclusão, segundo ele, passou para dezembro de 2020.

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) informou, em nota, que vem cumprindo rigorosamente a destinação de recursos à área de habitação popular, como foi aprovada pelo Congresso Nacional. No primeiro semestre de 2019, segundo o Ministério, o volume de investimentos para o Programa “Minha Casa, Minha Vida” foi de R$2,54 bilhões. A nota afirmou, ainda, que foi encaminhado ao Ministério da Economia um pedido de ampliação do limite financeiro a fim de garantir os pagamentos no segundo semestre.

Sobre o residencial Viver Maracacuera, o MDR disse que vários fatores podem ter causado a paralisação das obras, mas não explicou qual.



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