Praça Waldemar Henrique

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WikiBelém - Praças e Parques
Em 1912, a Companhia Port Of Pará urbanizou a área aterrada próxima à Baía do Guajará, da avenida 15 de Agosto até o Igarapé das Almas. Em 1953, foi realizado nos fundos do prédio da mesma companhia o IV Congresso Eucarístico Nacional,

com a presença de todos os bispos e arcebispos do Brasil. Este momento de grande manifestação da fé ficou consagrado na história da religiosidade da cultura paraense como hoje está retratado na placa existente no local. Mais tarde, este terreno foi transformado na Praça Kennedy e, posteriormente, em Praça Waldemar Henrique.

Ainda hoje, a Praça Waldemar Henrique é considerada um espaço de congregação dos paraenses, seja por motivo religioso, por ocasião do Círio de Nazaré, com emocionante espetáculo de queima de fogos da trasladação, seja como palco da cultura popular, proporcionando a apresentação de músicas e danças típicas regionais realizadas no período junino.

A Praça Waldemar Henrique, que homenageia o compositor e maestro Waldemar Henrique, caracteriza-se como uma praça temática, enfocando o universo musical tanto em seu aparato material quanto em seu aspecto abstrato. Estas relações são concretizadas no espaço físico da praça, através do palco inspirado nas linhas de um piano de cauda, dos brinquedos, do movimento ondulado definido pela cobertura do abrigo de apoio ao palco, dos bancos e do largo passeio em pedra portuguesa, formando um mosaico de notas musicais, compreendendo uma frase de uma composição do maestro.

Waldemar Henrique nasceu em Belém, no dia 15 de fevereiro de 1905 e faleceu em 27 de março de 1995. Compositor e pianista acompanhaor, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou uma carreira de sucesso ao lado de sua irmã, Mara, preparada especialmente para interpretar suas canções. Com ela, se apresentou para platéias do Brasil e de várias partes do mundo, sempre com destacado reconhecimento.

Compôs peças como “Minha Terra” (1923), “Matintaperera” e “Foi Boto, Sinhá!” (1933), “Tambatajá”, “Uirapuru” e “Valsinha do Marajó” (1934), “Uiára” (1935), “Hino dos 350 anos de Belém” (1966), além de muitas outras que o tornariam o maior compositor paraense do século XX.