Papão precisa vencer o 'quase invicto' Vila para ainda sonhar com acesso




Faltando oito jogos para terminar a primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro, o Paysandu está na briga pela classificação para a segunda fase, mas os resultados recentes deixaram a equipe bicolor em situação delicada. Sétimo colocado com 11 pontos, o Papão tem a mesma pontuação do que o primeiro time na zona do rebaixamento, o Botafogo-PB. O confronto de hoje à noite contra o Vila Nova-GO, no Mangueirão, ganha ares decisivos e de drama. Não ganhar logo mais vai obrigar o Bicola a ter um aproveitamento que beiraria os 100% nas rodadas seguintes. A sorte está lançada.
Mais do que as dificuldades que devem ser trazidas pelo time goiano, vice-líder do Grupo A com 19 pontos, o Paysandu terá que superar os próprios erros. Desde que goleou o Jacuipense-BA por 6 a 1, na sexta rodada, o time vem conseguindo manter uma regularidade quanto ao desempenho. De lá para cá não houve uma partida em que se pode dizer que o Papão foi muito ruim. Mas esse futebol não tem sido traduzido em resultados. Foram cinco jogos, com duas vitórias, um empate e duas derrotas, justamente nas duas últimas rodadas.
É provável que o time tenha mudanças, em especial no meio de campo, setor que nunca repetiu uma formação desde o início do campeonato. Recuperado, o volante Anderson Uchôa é presença praticamente garantida. Na defesa, é esperada a volta de Micael, assumindo seu posto ao lado de Perema. No ataque, o trio que vem atuando deve ser o mesmo.
Dentro do elenco há a certeza de que um trabalho que vem sendo feito desde o ano passado está em xeque e numa encruzilhada. Vencer não significará apenas voltar ao páreo pela disputa de uma das quatro vagas à outra fase. Significará também a afirmação de um trabalho a longo prazo e que precisa dar resultado. O lateral-esquerdo Bruno Collaço foi mais além ao dizer que o time precisará de algo a mais que apenas comprometimento. Precisará de coragem para encarar os desafios e sair vencedor. 
“Todo mundo tem que ter coragem num momento como esse, sobretudo personalidade para se autocorrigir, ter uma cobrança individual”, disse. “Cada um precisa crescer num momento como esse e dar algo a mais para que as coisas aconteçam da melhor forma”, completou Collaço.
Bicolores prometem superar mau momento
É TRABALHAR!
O Paysandu tem feito gols, mas tem sofrido bem mais do que estava acostumado. Durante boa parte da gestão de Hélio dos Anjos no elenco, a solidez ofensiva sempre foi uma marca. Tanto que a goleada sobre o Jacuipense foi um ponto fora da curva dentro de uma maioria de vitórias por placares menores. Matheus Costa chegou no olho do furacão e, apesar de ter tudo tempo para trabalhar, pegou de cara dois jogos complicados, um clássico e a visita ao líder. As derrotas para Remo e Santa Cruz-PE não podem ser chamadas de desastrosas, mas o problema vem desde o início da errática campanha bicolor.
Essa irregularidade vem minando toda a campanha do time, e só mudando esse panorama para se sonhar na classificação para a segunda fase da Terceirona. “A pressão é diária entre nós, tanto no momento bom como no momento desconfortável. Acima de tudo, além da pressão, a gente tem se cobrado muito”, afirma Collaço.
No ataque, o artilheiro Nicolas sabe do caráter decisivo do jogo de hoje. Para o principal jogador da equipe bicolor, o confronto com o Tigre vai definir os objetivos do Paysandu na competição. Ele admite que, dentro do elenco, o sentimento quanto à campanha até aqui é de descontentamento. “Estamos muito desapontados quanto a nossa pontuação e precisamos subir para estarmos próximos ou dentro do G4. Nosso adversário é bem difícil, mas podemos vencer”, disse. “Podemos vencer com dedicação em nosso trabalho, pois nosso grupo é muito bom. Temos que colocar em campo o que a gente vem treinando. Acredito que dá para chegar à classificação, mas sabemos que não será fácil”, completou Nicolas.
E MAIS…
VILA COM NOVIDADES
Com o objetivo de manter o Vila Nova-GO no G4 do Grupo A, o técnico Bolivar deve ter novidades para a escalação colorada. O volante Dudu, que ficou de fora contra o Manaus-AM, voltou a ficar à disposição depois de cumprir suspensão automática. Por outro lado, Raphael Lucas foi expulso na rodada passada e deixa de ser opção.
O atacante Henan, que é o artilheiro do Vila na Série C com cinco gols, continua como dúvida para a partida. Na rodada anterior o jogador saiu na metade do segundo tempo por dores musculares e vem em tratamento intensivo.
De acordo com o meia Emanuel Biancucchi, o Vila Nova vem numa crescente e pode mostrar mais ainda do que foi nas duas últimas vitórias. “Sempre podemos crescer. Estamos melhorando jogo a jogo. Foi a primeira vez que conseguimos duas vitórias consecutivas. Vamos continuar. Estamos treinando e fazendo uma boa semana para fazer um bom jogo no domingo e conseguir uma vitória lá no Pará”.
DEVER DE CASA
Jogar em Belém é trunfo que não pode falhar
O mando de campo sempre foi um dos principais trunfos do Paysandu em competições nacionais. A importância de vencer em Belém era maior ainda diante do fraco desempenho como visitante. Nessa Série C, foram cinco jogos em casa com duas vitórias, duas derrotas e um empate, com aproveitamento de sete pontos em 15 possíveis, menos da metade dos pontos conquistados em Belém. A competição deste ano tem contornos diferentes, já que não há torcida por conta da pandemia de Covid-19, sem falar que um desses jogos foi o clássico, onde mesmo com a torcida não há vantagem de mando. Mas, os bicolores admitem que esse aproveitamento poderia ter sido bem melhor. “O fator mando de campo é historicamente forte no Paysandu. Temos que fazer isso prevalecer, pois dependemos disso para chegarmos ao nosso objetivo. Sabemos da importância desses jogos e temos que vencer a todos, mas sempre pensando jogo a jogo”, afirma Nicolas. Para o também atacante Elielton, não só por jogar em casa como pela situação no campeonato as vitórias se tornam obrigatórias na Curuzu ou fora a partir de agora. “Nosso pensamento sempre foi de vencer, agora mais do que nunca. A gente conversa todos os dias e, para vencer, só com muito trabalho, diminuir os erros e não dar espaço aos adversários. Temos feito bons jogos, o que tem faltado é diminuir os erros que têm tirado as nossas vitórias. Todo jogo é encarado como uma decisão desde o início da competição, agora, mais do que nunca temos que jogar assim”, afirma.



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