Obras da Usinas da Paz avançam em Belém e no interior – Diário Online



Futuras
sedes do programa Territórios pela Paz (TerPaz), as obras de seis das dez
Usinas da Paz estão em andamento, e a previsão é que quatro unidades sejam
entregues em maio de 2021. Cada complexo será voltado principalmente para a
prevenção à violência, a inclusão social e o fortalecimento comunitário, com
três eixos fundamentais: assistência, esporte e lazer e cultura. O TerPaz leva,
há cerca de um ano, ações de saúde, educação e cidadania e sete bairros da
Região Metropolitana de Belém (RMB). 

Em Belém, as
Usinas da Paz serão instaladas nos bairros do Guamá, Jurunas, Terra Firme,
Cabanagem e Benguí; em Ananindeua, no bairro do Icuí; em Marituba, entre os
bairros Nova União e São Francisco. Parauapebas, Marabá e Canaã dos Carajás, no
sudeste do Estado também serão dotadas da estrutura. Não há investimentos
financeiros por parte do Estado, visto que todo o projeto é custeado pela
iniciativa privada em parceria com o Governo do Pará. 

As empresas
Vale, com aporte de R$ 102 milhões, e Hydro, com aporte de R$ 60 milhões, são
as responsáveis pelas obras – a primeira ficou com as da Cabanagem e do Benguí,
além das localizadas nos demais municípios, e a segunda é responsável pelas
unidades do Jurunas, Guamá e Terra Firme. 

“Foi uma diretriz do próprio governador Helder
Barbalho que sequer houvesse repasses financeiros para o tesouro estadual, que
tudo fosse feito inteiramente pelas duas empresas, até porque a logística do
meio privado é melhor e menos burocrática, o que significa capacidade de
construir mais rápido. A meta é entregar espaços de excelência. Piscinas e
quadras adequadas, cine-teatros confortáveis, do jeito que os moradores de cada
um desses locais merece”, explica o diretor das Usinas da Paz, Marcos
Lopes. 

ESTRUTURAS

As UsiPaz terão ambientes esportivos, salas de audiovisual, espaços de inclusão
digital e vários serviços, como atendimento médico e odontológico, consultoria
jurídica, emissão de documentos, ações de segurança, atividades
profissionalizantes, espaço multiuso para feiras, eventos e encontros da
comunidade. Também haverá espaços para cursos livres e de dança, artes
marciais, musicalização e biblioteca. 

As
secretarias de Estado ligadas à promoção social e que já atuam nas ações do
TerPaz ficarão permanentemente instaladas nesses espaços, garantindo que os
serviços e atividades sejam prestados corretamente. A previsão é que as dez
Usinas estejam em pleno funcionamento até o fim do próximo ano. 

O projeto
arquitetônico é padronizado e assinado pela arquiteta carioca Bel Lobo. A
primeira etapa de construção inclui terraplenagem, topografia e fundação. Na
segunda, ocorre a construção propriamente dita, o paisagismo, a entrega do
complexo e retirada do material. A pedido do governo do Estado, boa parte da
mão de obra que atua nas construções é do próprio bairro ou município onde as
Usinas serão instaladas. 

APORTE

Em setembro de 2019 foram assinados os
termos de cooperação entre Estado e empresas, e no início deste ano foram
iniciadas as obras. As mais adiantadas são as da Cabanagem, do Icuí, de
Marituba e de Parauapebas, que devem ser entregues ainda no primeiro semestre
de 2021. Nas demais localidades, as empresas responsáveis precisaram trocar as
empreiteiras por conta de inadequações técnicas, o que acarretou em atraso no
cronograma. Essa retomada deve ocorrer ainda este ano.

O secretário adjunto da Secretaria de Estado de
Articulação e Cidadania (Seac), Raimundo Santos Junior, garante que as Usinas
da Paz firmam a presença permanente do Estado em cada uma das localidades.
“Nosso grande objetivo é que a população se aproprie desses espaços, que o
tornem parte de suas rotinas. É transformar uma política de governo em política
de Estado, que esteja presente em 20, 30 anos, se perpetue e siga realizando
transformações sociais nas áreas mais vulneráveis”, diz.

Ele lembra
que o projeto é construído em conjunto com a comunidade. “Nosso Núcleo de
Articulação à Cidadania está em contato constante com os líderes comunitários,
escutando sobre as necessidades de cada lugar. Isso é algo que nunca foi feito
antes, o que nos dá muito orgulho de trabalhar pelo projeto. Áreas consideradas
esquecidas há dezenas de anos, aonde o Estado não chegava, vão receber o Estado
de maneira permanente”, conclui o adjunto.





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