Menina que morreu grávida teria sido vítima de abuso – Diário Online



A Polícia Civil investiga o caso de uma menina de 13 anos que morreu em Medicilândia, sudoeste do Pará, no último sábado (24). Ela estava grávida de 31 semanas. A suspeita é de que o pai do bebê seja um homem de cerca de 40 anos, que abusava da menina há pelo menos quatro. As informações são da revista Época.

“Estamos investigando um suposto estupro de vulnerável, porque relação sexual com menor de 14 anos é crime, independente se há consentimento ou não. No inquérito, estamos analisando os prontuários médicos das unidades de saúde e ouvindo possíveis testemunhas do caso”, afirmou à revista o delegado Walyson Damasceno. A reportagem informa que a criança foi atendida em Uruará com sintomas da Covid-19. Lá, foi acompanhada por um homem e uma mulher que se dizia sua avó, mas o parentesco não foi comprovado. Ambos foram embora antes da chegada do Conselho Tutelar.

Segundo os médicos, devido ao estado de saúde da paciente, ela precisou ser transferida para o Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira. No entanto, ao longo do trajeto, o quadro dela piorou e a ambulância seguiu para o Hospital Municipal de Medicilândia, onde ela morreu.

O Conselho Tutelar conseguiu localizar os pais biológicos da criança. O corpo da menina foi enterrado no cemitério da cidade, no último domingo (25).

Nas redes sociais, o homem que alegava ser casado com a menina de 13 anos publicou mensagem de luto sobre a perda da “mulher”. Ele lamentou a morte e disse que irá amá-la eternamente. O homem também deletou o perfil no Facebook após a repercussão do caso. “Você foi a melhor esposa, amiga, companheira!”, escreveu.

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DENÚNCIAS

Em entrevista à revista Época, o conselheiro tutelar Ricardo Kael afirmou que o órgão havia recebido há cerca de 20 dias uma denúncia anônima sobre o caso da menina. Os profissionais chegaram a ir até o endereço mencionado, com a Polícia Militar, mas a casa já estava vazia.

As denúncias informavam que os dois viviam juntos e ela era agredida física e psicologicamente pelo acusado. Nas redes sociais, a criança e o homem aparecem abraçados e se beijando, com status de “casados”.





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