Efeitos colaterais graves são relatados por pacientes e médicos sobre o ‘tratamento precoce’ contra a Covid


Foto: Adriano Machado/Reuters

Segundo especialistas, os medicamentos do “tratamento precoce” da Covid-19 estimulado pelo Ministério da Saúde e pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) podem causar arritmia cardíaca, sangramentos e inflamação no fígado.

Após um ano de pandemia e dezenas de estudos, a cloroquina, a hidroxicloroquina e a azitromicina não mostraram efeito benéfico no tratamento da doença, e não há estudo convincente sobre a eficácia antiviral da ivermectina.

Em nota conjunta, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (AMB) afirmam que as melhores evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no tratamento precoce para a Covid-19 até o presente momento.

O médico infectologista e professor da USP Esper Kallás escreveu em sua coluna da Folha: “É compreensível que, no início, fossem adotados medicamentos sem benefício comprovado. Afinal, muitos pacientes estavam morrendo. Entretanto, há meses, temos dados suficientes para abandonar o uso dessas medicações, por provas contundentes de que não ajudam no tratamento e também podem estar implicadas em riscos adicionais não desprezíveis”.

O cardiologista Bruno Caramelli, professor e pesquisador da Faculdade de Ciências Médicas da USP (Universidade de São Paulo), afirma que em cerca de três meses, ainda no início da pandemia no Brasil, chegou a receber no Hospital das Clínicas da USP três pacientes de Covid-19 que estavam tomando cloroquina e tiveram arritmias graves.



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