Desenho de gato gigante de 2 mil anos é encontrado no Peru  – Diário Online



O desenho de um gato gigante foi descoberto no deserto de Nazca, no Peru, e foi revelado na última quinta-feira (15) pelo governo peruano. A região chamada de Linhas de Nazca é conhecida por abrigar vários geóglifos (grandes desenhos feitos no solo), e é considerada como um patrimônio da humanidade pela Unesco.

Como um gato gigante passou tanto tempo escondido? É porque não havia como enxergá-lo. A imagem  se tornou vista após a construção de uma plataforma de observação na região, que concedeu o ângulo necessário para que a imagem fosse vista.

Em nota oficial, o ministro da Cultura do Peru, Alejandro Neyra, afirmou que “a figura estava pouco visível e prestes a desaparecer, porque se encontra em uma íngreme elevação que é propícia aos efeitos da erosão natural”.

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Cientistas acreditam que o desenho foi feito de forma simples: por meio de depressões na terra que expõem uma coloração diferente de camadas inferiores. Por conta disso, a erosão seria mesmo fatal à arte. Entretanto, Neyra afirmou que o geóglifo foi limpo e restaurado.

À agência de notícias Efe, o arqueólogo-chefe da Linhas de Nazca afirmou que o gato é mais antigo que a própria cultura Nazca, situada historicamente entre os anos 200 e 700, d.C. A imagem é, na realidade, do fim da era dos Paracas, entre 500 a.C. e 200 d.C

Linhas de Nazca

Foram classificadas como Patrimônio Mundial da Unesco em 1994, na época, apenas 30 desenhos do tipo haviam sido encontrados. Até 2015, pesquisas revelaram mais 40 geóglifos, e já no fim de 2019, mais 143 figuras foram encontradas. “Com essa descoberta [do gato], mais uma vez, revela-se o rico e variado legado cultural que guarda a zona, que também se insere na área inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco”, disseram os porta-vozes do Ministério.

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As linhas de Nazca foram criadas entre 100 a.C. e 300 d.C. pela população que vivia na região. Sua função até hoje é considerada um mistério, alguns especialistas sugerem que eram feitas para fins ritualísticos e para situar viajantes em relação a onde estavam.

“As linhas e geóglifos constituem uma paisagem cultural de profundo significado e simbolismo, pois expressam o mundo mágico e religioso das sociedades pré-hispânicas Paracas e Nasca, que por mais de 1.500 anos os desenharam nas areias e montanhas do deserto”, afirma o governo peruano, em declaração à imprensa.

“Hoje, elas são um testemunho do gênio criativo dos antigos colonos americanos e dos conceitos e formas únicas de expressão religiosa que desenvolveram ao longo de sua história.”

O geoglifo mede 37 metros de comprimento e suas características estilísticas, é anterior às famosas figuras do Pampa Nazca, datando de 100 a.C. a 200 a.C.





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