Campanha virtual é lançada para ajudar cerca de 3 mil famílias de comunidades quilombolas em Oriximiná


Foto: Arqmo/Divulgação

Por G1 Santarém

Uma campanha virtual foi lançada na sexta-feira (3) pela Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná (Arqmo), no oeste do Pará, com o objetivo de ajudar a manter cerca de 3 mil famílias de 37 comunidades quilombolas. A iniciativa está nas plataformas digitais e busca arrecadar recursos financeiros para subsidiar a aquisição de 2 mil cestas básicas.

De acordo com Rogério Pereira, membro do conselho da Arqmo, a iniciativa surgiu a partir da constatação de que as doações recebidas via Governo Federal (Fundação Palmares) não beneficiam nem a metade das famílias existentes nos oito territórios quilombolas.

“Nós recebemos umas mil cestas básicas, e reunimos parceiros para conseguir outros itens para complementar estas cestas, porém o número ainda é baixo e a alternativa foi criar essa campanha da Vakinha Virtual”, disse Rogério.

A campanha fica no ar até o dia 15 de maio e o dinheiro arrecadado será usado para comprar alimentos, materiais de higiene pessoal, medicamentos e combustível, dentre entre outros insumos necessários para manter os quase 7 mil comunitários.

Outras iniciativas

Para evitar que o povos quilombolas sejam expostos ao coronavírus, a Arqmo, o Ministério Público do Estado (MPPA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Mineração Rio do Norte (MRN) instalaram um Comitê de Transporte que orienta e fiscaliza a entrada de embarcações vindas das comunidades até a sede do município.

A recomendação é referente ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) nos territórios quilombolas Trombetas, Erepecuru, Água Fria, Ariramba, Boa Vista Trombetas, Alto Trombetas I, Alto Trombetas II e Cachoeira Porteira.

Além da recomendação do MPPA os povos quilombolas de Oriximiná também estão resguardados pelos decretos do Governo do Estado, da Prefeitura Municipal de Oriximiná, Secretaria Municipal de Saúde de Oriximiná, Fundação Cultural Palmares e Ministério Público Federal (MPF).

Entre as recomendações ficou estabelecido que viagens das comunidades até a sede do município deverão ser realizadas somente uma vez por mês, por no máximo cinco pessoas, preferencialmente chefes de famílias e apenas uma embarcação por comunidade.

Fica proibido: o uso de embarcações de transporte escolar para fins de transporte de passageiros; o transporte e comercialização de bebidas alcoólicas; o transporte de passageiros em embarcações de transporte de produtos extrativistas, o transporte de indígenas, o transporte de idosos, crianças e portadores de doenças crônicas e suspender a autorização para pesquisadores, missionários das diversas igrejas.

A recomendação trata ainda das orientações para comunitários que apresentarem sintomas gripais e a comunicação da vinda de embarcações das comunidades até a cidade, sendo exigida a lista de passageiros. O controle da entrada de embarcações no município está sob a responsabilidade das Policiais Civil e Militar do Estado, Vigilância Sanitária e Arqmo.



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