Belém sofre com lixo por todo lado – Diário Online



Quem passa pelo conjunto Paraíso dos Pássaros, no bairro de Val-de-Cans, em Belém, encontra um cenário de descaso a céu aberto. A quantidade de lixo pelas ruas e o odor desagradável é um transtorno para os moradores. Na Estrada da CDP, Pedestres e motoristas disputam espaço com urubus e os dejetos que ficam no local. Quem vive ali reclama da falta de coleta regular no local.

A autônoma Maria do Socorro tem 57 anos e há mais de 40 vive no Paraíso dos Pássaros. Ela aponta que a limpeza das vias sempre foi feita de forma irregular, o que ocasiona o acúmulo do lixo. “Olha, infelizmente nossa situação não está muito boa, não. Não dão assistência nenhuma e o lixo que fica aqui fora vai entrando nesse terreno abandonado”, reclamou.

Ainda de acordo com Maria, em dias de chuva, a situação fica ainda pior, com riscos de doenças. “Quando chove isso fica demais, a rua alaga, o cheiro de lixo sobe e entra nas casas. Estamos na luta e sempre tentamos chamar a atenção da prefeitura porque é um ponto perigoso, com risco pra todo mundo, mas infelizmente não recebemos nenhum sinal de melhoria”.

PEDREIRA

Entretanto, o Paraíso dos Pássaros não é o único local da cidade que sofre com um verdadeiro lixão a céu aberto. Ponto de grande movimento de pessoas e com diversos estabelecimentos comerciais, a avenida Pedro Miranda também tem flagrante de despejo de lixo e da falta de coleta no canteiro central. O principal deles é o trecho que fica entre a travessa Humaitá e Vileta. A equipe do DIÁRIO localizou diversos sacos de lixo e pneus despejados de forma irregular, com pedestres precisando dividir espaço com estes materiais para conseguir atravessar a via.

Segundo o aposentado Manoel Pinheiro, de 70 anos, além do problema de coleta por parte da prefeitura de Belém, falta o incentivo à educação ambiental por parte do poder público, o que poderia contribuir para a diminuição do lixo no local e aumentar o consumo consciente. “A grande maioria desse lixo sai aqui do bairro e infelizmente existe um mal hábito da população que também não tem um bom lugar para despejar. Ninguém sabe quando vão dar um jeito nisso, mas o lixo continua firme e forte infelizmente”, comentou.

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Belém não deu retorno à reportagem do DIÁRIO.





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